Aeroporto de Lisboa: O que falta avaliar

AEROPORTO – NÃO DÁ PARA ESPERAR, MAS TAMBÉM NÃO DÁ PARA ERRAR! É TEMPO DE FAZER BEM E À PRIMEIRA!

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Leonor Machado

Publicado a 20-06-24

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AEROPORTO NÃO DÁ PARA ESPERAR, MAS TAMBÉM NÃO DÁ PARA ERRAR! É TEMPO DE FAZER BEM E À PRIMEIRA!

Finalmente uma decisão! De uma Comissão Técnica elogiada! Anos de estudo, anos de polémicas em torno de possíveis localizações. O tempo vai passando e há uma infraestrutura pilar do desenvolvimento económico do nosso país que foi passando de governo em governo, adiando decisões e queimando oportunidades possíveis.

Mas, afinal, já está tudo feito? Alcochete é a decisão certa? 

Qualquer decisão económica tem por base pressupostos sobre a evolução futura de diversas variáveis. Sem dúvida a mais relevante é a Procura que este futuro Aeroporto irá servir. Traçar o futuro é hoje mais incerto (pandemia, padrões de mobilidade e comportamento dos consumidores, preços de combustíveis, sustentabilidade da indústria aeronáutica, incerteza geopolítica, impactos ambientais e climáticos, etc.). 

As projeções que estão na base da decisão Alcochete são manifestamente otimistas e levam a decisões erradas. São projeções que mais do que duplicam a projeção 2050 da EUROCONTROL que situa no patamar 40-50 Milhões de movimentos de passageiros. A decisão Alcochete prevê chegar a 142 Milhões de passageiros no novo aeroporto (valor que é superior ao movimento de passageiros de hoje em Nova Iorque!…). 

A estimativa de passageiros é a base da CTI para definir Alcochete! E se está errada?...

O danoso efeito da projeção empolada é amplificado por um conceito de aeroporto-CTI (42ha por milhão de passageiros), mais de três vezes superior ao que já se pratica no presente!   

Desaproveitaremos um competitivo aeroporto com ligação Metro para ter um longínquo giga aeroporto e uma mega ponte rodoferroviária por ele estar na margem contrária à da procura. 

Por isso e porque já é tempo de decisões acertadas, queremos avaliar este investimento com bases credíveis e adequadas dos movimentos de passageiros, do aproveitamento do existente nos custos de investimento, dos tempos de execução e implementação, sem esquecer os diferentes impactos, nomeadamente ambientais, económicos, sociais, etc.

Dir-se-á: mas faz sentido discutir este assunto quando o governo já tem uma proposta de localização? Claro que faz se em causa estiver uma solução mais económica, mais rápida e mais fácil de implementar, com menos custos e impactos e mais sustentável. E que não desperdiça as bases aéreas militares do Montijo e do Figo Maduro e o CT Alcochete, deixando essas infraestruturas intactas.

É por isso que nos propomos realizar esta conferência onde especialistas analisarão estas e outras questões, incluindo o tema da concessão e da articulação com as três ligações de Alta Velocidade com vista a endereçar as efetivas necessidades aeroportuárias de Portugal com uma poupança estimada em 12 mil milhões de euros quando comparada com a solução Alcochete e em apenas 2,5 anos.

Não vai querer perder este debate. Venha daí e inscreva-se já no site dos Alumni Católica. Dia 20 de junho, às 18h00, na Católica em Lisboa (edifício 5, anfiteatro 511).

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